quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

o que significa escrever ?


pode-se pensar na escrita como uma maneira de separar ou dividir a historia da humanidade em duas metades ou partes distintas. Antes da escrita, sociedades assim chamadas agrafas ( não grafadoras) ou seja, grupamentos humanos que em sua estrutura de produção da vida em sociedade não estimava ou não conhecia a necessidade do uso de formas de grafia para nenhum fim, onde se não se pode encontrar nenhum tipo de fissura produzida perpendicularmente a rochas ou madeiras, nada semelhante a pictogramas argilomanofaturados, ligas de pigmentos com sangue de animais pós de terra ou plantas nem tipos de tintas ou mesmo ferramentas voltadas a grafação, a produção de riscos, sulcos, fissuras, ranhuras, arranhamentos, filigranas.

E grupos humanos outros que, de outro modo, em razão de sua maneira de constituir a vida estavam sim preocupados com modos de demarcar, assinalar ou ainda indicar, insinuar e salientar em blocos e superfícies de múltiplas espessuras e com variados fins suas tanto mais complexas sociedades, agora sim grafas ( que gravam).

Talvez essa seja uma maneira de colocar os acontecimentos que são particularmente importantes de um certo ponto de vista em evidencia. as sociedades ocidentais talvez gostem de pensar em si mesmas como complexas estruturas com as quais é preciso algum traquejo ou inicialização, ou seja é preciso que tanto a continuidade e garantia de regularidade seja repticiamente acentuada como necessária, quanto a ideia de que a utilidade dos registros em linguagens próprias é de extrema centralidade na organização das relações ocidentais do que se considera civilizado.

Quem sabe se não são apenas vislumbres do que seja escrever, talvez escrever seja uma maneira de consolidar constantemente e paralelamente múltiplos elementos por intermédio de aderência e vazagem de fronteiras e teores internos ou entranhados de e na ou ainda pela subjetividade autentica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário