sábado, 27 de outubro de 2012

O Tao


A senda reta
Sensata e loquaz
Qual acabrunho
Na cara
Velha e sulcada
De tempo.
Da gente
Viva,
Certamente é
Audaz por
Sua propriedade exígua
É mais ,
Não como
A tortuosa correnteza
Em que se vive
Por esses dias
Mas, por certo,
Como
De a véra
Tanto quanto
Busquemo-la.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dobradura


O silencio
Em pequenos
Pedaços
Descola da platibanda
Do rosto,
Donde as faces
Moribundas
De saberes ( alfarrábios)
E cai
Sobre tudo o mais
Em derredor
Para pintar
Um mundo desfocado
Nos planos infinitos
Da íris
Nos outros olhos.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Tarde de Espanha



Refestelar-se
Languidamente ao sol
Sob o crivo
Dos teus olhos
Verdes fontes
Profícuas de abundantes
Amores,
Que nunca
De antanho
Se me tivera dado
Banhar-me
O chilrear do merlo
Me observa
De tuas tênues
Faces,De tez rosada e,
Que esta
Quando me olha
Salta com
Tal
Séquito de encontrar-se
Que o salto
Se acaba
Em mim.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tupiniquim


Amorais
Silviculises , modernas
Que se nos
Inculcam
Meios, em que
Nossa inserção
Adição, é proposta
Das que não
Fugimos mais
Por anuência
De que absorta criatura (?)
Sôfregos
Chilreando por entre
As gentes
Tomemo-nos de supetão
Como que
Irreconhecidos
De nos mesmos.



sábado, 6 de outubro de 2012

Cabana (pop florestal)



Ai de mim
Embotado pela ideia
Da frugal
Cabanicula florestal
Que sobre a tela
Da retina dos
Meus olhos
Se interpôs
Anteontem
E, de pensar
Nessa simples despojadora
Da madeira escura
Com cheiro de
Tempo

Meu tempo
No laguinho para almoçar
E no silêncio
Que se não
Mais precisara dobrar
Do contrario
Se espraiara
Por todo canto
Dos meus olhos
Ate onde
Terminasse
A cama (na janela).


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Aço escovado


Tacanho julgo
Algoz
De toda a gente
Que escorre
Pelas ranhuras
Das janelas
Espelhadas
Das altissonantes
Redundas,
Monolíticas, que
Infestam
A cidadela,
Canhestra urdidura
Na gente
Humana
Que se dela
Abstraiu (e extraiu)
A beleza
Séssil no sorvete
Da criança.