sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Um pouco de coisas



Um pouquinho
Dum monte
De coisas
Legadas sobre
A tela
Azul dos olhos
Do outro
Que nos molha
Na fonte.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Noutro



Grandes
Canalhas (nos)
Cheios de
Feitos vultosos
Egoica substancia
Nossos
Dias
Impressos em letras
Times new Roman
Prateadas.


sábado, 22 de setembro de 2012

Para além


Pensei em outrem
(que não era eu)
Caminhei para além
(de mim)
Acabei-me
Por chegar n`alma
(que agora
Somos nos).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Kiseki


De madrugada
Esboroaram-se as estrelas
Em pó de lume
Transmutaram-se
E, a teus pés
Soprava
O alvo do vento
Que, lambendo a
Douradura chã
Que te substancia
Levar-te-a
Pelos cabelos da
Aurora
Para onde
A lume quente e tu
Serão
Unívoca
Canção de criação.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sintonia



Na parede dos
Olhos
Poesia fina
Sintoniza as mentes
Desocupadas
De segredo
Pelos becos nos
Ouvidos
Poesia fina
Para desloucar
A gente
Quadrada e séssil
Nas praias
Bocadas
De boca em boca
Na boca do povo
Poesia fina.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tac-tac

Ai de mim
Dessa prolifica
Grafaçao
De mim para
O papel
Incessante
Que me obriga
Me põe por força
De joelhos
No chão
Do papel
Como
Aguarrás para diluir
E dar matiz
A palavra
Que é
Luz na gravagem
Sublime
Da escritura
Que verte
Na veia do poeta.

domingo, 9 de setembro de 2012

Olhos complacentes

A complacente
Afeição
Na íris do
Teu olho
Desfaz
Minha coragem
E, de súbito
Rubor
Nas minhas
Humílimas faces
E, restamos
Juntos

sábado, 8 de setembro de 2012

Arminho

Pelo chão
Pinta-se de ladrilhos
Ate a curva
O corredor
Donde as portas
Parcas
Servilentes
Macilentas e caladas
Sustentam
As pobres vidas, desta gente
Condoída

De ser bedel
Do que
Para nenhures
Melhor
Ouvir-se-ia
E sob os
Canhestros pés
Pela aleia
Ate o fim
Pinta-se o chão de carmesim.

Raio

Lépida
A esgueirar-se
Pelos entretantos
Cinza
De aço e vida
Baloiçando
Pelas vidraças
Imponentes
E resvalando nas
Pudicas faces
Humanas
Persiste
Para refletir-se
Nos sorrisos
Sinceros e pintar
Tudo o mais
De cor-de-rosa.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Chancela

Da chancela
Subindo-se
Pelo anteparo
Ovalado
Que orla a
Subida
Nas laterais
As azaleias
Rubras e
Laicas que
Pintam em
Derredor
Tudo o
Mais
Nos olhos
Estupefatos
Da gente
Jovem
Despreocupada.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fachada

Qual gélida
E belicosa
Iluminura
Que na
Augusta cara
Prodigiosa e
Madura
Se instala
Feito a
Corda
Na ceara
Escura.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A hora chegada

Nem gente
Nem coisa
Nem nada
De cara
Com a porta
Silente
Calada
Sem luz (do poste)
Nem tomada
A chave
Que falta
Só a porta
Parada.

domingo, 2 de setembro de 2012

Nasceu


O LINK: http://www.clubedeautores.com.br/book/134066--Seminal

Fulgida

Melindrosa
Como a asa
Invernal
Que fulge
De branco
Sobre as hastes
Gentis
Minh `alma
Se desnuda
Por vezes
Condoída de sua
Augusta posição
Que lhe
Impõe, ilibada
Melancolia
E só.

sábado, 1 de setembro de 2012

Quase pronto

Pairando
Como
Películas finas
No ar
Equilibrando-se
Entre um respiro
E outro
Pisando
Nas desatenções
E acima do
Burburinho
Que a gente
Achincalha
E grita e fala
E geme e chama
Aí, sem que se nem
Percebam
Paira
O cheiro do café novo