sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Entre

A palavra riu-se de mim
Leniente
Ente de escrever
Amealhando-me
De cozeduras honrosas
Finos atavios
Delusões
E, por mais que eu
Me debatesse
Acabava
Escrevente.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Thankfulness

I`ve read all
About it
And
May I do
The rainbow?
I knew one time in
The past
For you
If we born
In September
We could`ve see

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ângelus nóvus

É, pois com esgar
E sem qualquer remorso
Que se-nos-disseram
A vida esta morta

E nos, de caras pudibundas
Ralhamo-lhes-nem
Porquanto os algozes
Fomos nos

Morta de a vera
Soterrada sob arestos nefastos
Civilidade
Acorrentada aos quadrupedes
Pongideos de alto espaldar
Cadeiras presidenciais

Esfacelada e desfigurada
Por hordas
Desavergonhadas de
Quilos de informação

Sobre as ranhuras
Imbricadas
De sonhos e ideias
Sofismas e paixões

Propelida de imputações
De um sem fim de
Inutilidades
Frias, em aço escovado

II
Já que se nem lembramo-nos
Mais de
Revolver o húmus morno
Da terra hortelã
Plantar alaranjados sorrisos
Sob o cálido sol
Dos abraços
Filigranas abeis
De milagres do universo

Mas há que se ouvir
Inda que de dentro dos arranha-céus
Se sob a cinzitude hedionda
Da urbe
O alto clarim
Dum arauto qualquer
Que se não deixara morrer
Prenunciando
Desde o parnaso
Plúmbeo e doiro
Ate as hostes confinadas, suburbanas
Que sob os atavios
Da loucura humana
E, nas esquinas
Da mente dos poetas

A vida germinou.

domingo, 19 de agosto de 2012

Dóris


Vultosos
Montes de verdades
Atabalhoados por
Entre os
Outros
Amotinados nas
Mentes incautas
A corroê-las
Carcomidas e
Espicaçadas pelas
Sarjetas nas ruelas
E becos
Amontoados sobre
As cabeças
Da gente torpe
E aparvalhada
Vaticinando-lhes
Todo tipo de
Impropérios


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Caminhada

Caminhada

Da prolifica
Exação
Que se-me
Impõe
Meu achincalhado
Palavrório,
O que se
Pode ver
Sob os olhos
Abaulados
Dos prédios
Que ninguém
Se importa mais
Muito de saber
Do obvio
Nas simples coisas
Desde que
Se-lhes encham
A barriga e os bolsos







quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pedaço, saudade



Há que se
Saber, da falta
Perene
Que fazem
Os olhos
Molhados
De desejo
No que
A mim concerne
Num sentido
Abstrato
Que é a face
Rubra
D`alegria
Pela saudade(filia)
Que posterga-a
O vau, leniênte
Que se fez
Ate esses
Retalhos


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Costurar


Amealhando
Pedaços
Do teu corpo
Os que
Na mente trago
Te fiz de novo
Como se
Possível fosse
Do eterno
Desejo da carne
Sublimar
Qualcosa
Que parece
Ainda que a grosso modo
Com leve candura
Da realidade
Viva
Do teu sangue
Vervendo rubro
Pela tênue
tez viril

Morning



Desires
Undisclosed
I have to show
To the people
Who I
Don’t know
How
To have
A hunch
In this relationship
Witch a tall people.