quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ágora minha




Ei-las, pois, desterradas, viúvas
e órfãs minhas pobres certezas maniqueístas
donde um dia outro qualquer
se-me-tivera posto, eu, a mim mesmo
à tecer a gaze fina por sobre
todo foro de verdade e sentido de que
tomamos partido todos .
Algoz insensível,empedernido sobre o tombadilho
desta nau , que ,cruzando
quasares paralelos ,dentre a vazies de propósito
das pessoas humanas todas,e ai salvaguardados dos,
a muito depauperados e empobrecidos desafios
que se-me houvésseis posto.
Não mais deram-mo de beber as filhas
de Minemosyne, nem tão cúmplice como
outrora mais me tem sido Ariadne e tive,lançado
contra as vagas da verdade, daí descer e,
a contrapelo ,me por em riste ad similis
a todos estes, a soldadesca aparvalhada
que atordoa-se,na triste faina de bricolar
aos poucos ,à guisa de por-se
a toda proa na nave santa , a cantarolar
o cantochão sem sentido , feliz sem mais ,
até que se-nos livre , a demência e a decrepitude ,
de toda essa assaz burilação do espírito.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Minha classe

Hoje são tanto dias neste mundo
num conluio profundo e o corpo desnudo
A pele fina Tratada de papaína
triste faina aparvalhada
Do que tudo mais abomina abomina
Nada da vontade por fim perdida
Contra os vagalhões da terra nada
Para alem da nau da vida
nada da vontade Livra-nos
por fim A tudo quanto senos impede
Contra nos mesmos o maior crime
(a liberdade).

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Insigth

I É, pois, que a nau da vida me tem posto inquieto.
Por conta da frieza crua das fachadas
Imprimidas em todas as coisas.
Como panacéia fosse
De toda a vida, essa assepsia
que constroem para consigo.
Pás pessoas-grande-humanas.
Daí porque a pungente surpresa da
Capacidez tão ampla desse meeting incomum
Que hoje pude viver
Há que se inventar, arestas para
que tenha-mos arautos longos
E lânguidos de limpeza honesta
nas idéias Frugais
Quando da construção impar destas
No tempo único que pode perceber.
Também dever-se-ia dar-se-mo-lo
para que, Desarte a nossa imbricadura
de multipluralidades
De idéias e o moto idem na amplitude, no tocante.
A linguagem quando das inserções
Ou intersecções que, sobrepõe ou
suprapõe delicadamente.
Idéias, coisas, entes e ou, os outros
e mais, aí.
Pudesse-mos ainda reverter
o ônus que
Nos causa essa expropriação.

II A urdidura frágil e fria do tempo
Que se-me avilta rachaduras finas
E longas, day in day out,imprimindo
Pequenas corruptelas no tedline dos dias que
Nos perpassam vagarosamente pelas
superqadras do tempo
O tempo no pulso pendente e preso
Engendra tiquetaqueando investiduras, degenerescentes,
Como o são as pessoas que deles se dispõe.
Dando-se-lhes um qualquer
sentido de continuidade.

III Escrever, apagar enquanto voa a borboleta.
Cada multiplicitude sinestésica
observável Nos pedaços de tempo que percebe-se
Nos entretantos, que caem da arvore.
Dos dias, maturados pouco a pouco.
Nas luminuras finas intrínsecas das nuvens
Da gente humana toda

Taking lifes (ou reflexões de o eu é um outro).

O reflexo simples e limpo Da malha fina de metal Que, qual recorte do tempo. Lança-nos a todo instante Num limbo. Posto que o eu seja formado de pequenos pedaços: Eu deveria escrever agora qualquer coisa sobre a paranóia que se me inculcou Uma exposição da galeria de arte da FCC ( Fundação Cultural da Criciúma) Que visitei outro dia. A arte geralmente me põe deprimido Haja vista que eu sempre acabo na triste conclusão de que toda a realidade vai desembocar na mente do ente que se sobrepõe às estruturas da matéria Imprimindo-lhe sempre, à sua vontade, uma ou outra ordem das coisas, o que vai lavar a consciência ou a sensciência e logo a não existência. Daí porque enquanto infuso nas idéias ou realidades construídas por outras pessoas Artistas, poetas, enfim fico divagando sobre como cada um. Pode ser um universo polissêmico De infinita produção cultural e, pela simplicidade, que a percepção nos permite ver, Constrói pela interação e inter-relação entre os seres uma infinitude De coisas outras mais. Assim eu geralmente acho maravilhoso que as pessoas humanas Expresem-se destas formas todas e enriqueçam os mundos e a vida de cada um E de todos. Há conquanto que se perceber, depreendendo-se da pobreza da linguagem. Das pessoas limite-se-lhas a absorção disso tudo.