quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Melodia

A pele esticada

Não se lasca

Não descama nem nada

Molhada entre os

Dedos

Polia de borracha

Alta chaminé

A torre discrepante

Insólita minuta

Viva

Graxa facínora  

Cinza céu

Girando sem eixo inebriante

Como nunca

Gordura sem sabor

No banquete de quem

Segue

Claro vidro fume

Na mente vazia

Dos carros que

Passam

Rios avenidas

De azul diligente

No topo pequenas

Gotas

Ventoinha desligada

Ereta vibração

Cada toque

Pele esparsa

Prisão gaiola

Sem pelo

Madrugada

Condizente perjúrio

Pago

Espúrio

Pedal tinta fresca

Azul enxaqueca

Nem céu nem nada

Nem mancha de petróleo

Nem gifs piscando

Torre alta

Capitólio

Mordas engrenagem

Engendra sem óculos

De graça, pequena futricagem.

Comprimido

Prazer

Colação aviltante

Cadarço escuro

Solstício fuselagem

Faróis luz acessa

No azul dos olhos

Pátios descobertos

Hilal  alta no monte

Digressão

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