terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Silente (luis)

O bater do teu coração me faz cochilar

Na mansidão de teu peito

Rijo, viril

Me aconchego como

Filhote protegido

A salvo

Mãos quase desajeitadas

Roçam meus cabelos

Ancoro-me em teu abraço

Teus braços fortes, morenos.

Confortam-me facilmente

E quando acordo de súbito

Um ultimo raio de sol

Na ceara

Reluzem teus olhos castanhos

O céu num tom

Róseo-ocre

E por fim teus lábios

Ilícitos a mim

Mostram-me que por vezes

Pode-se driblar o impossível

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