terça-feira, 23 de novembro de 2010

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ZAKURA

O doce orvalho
Dos teus beijos
Molha minha face
E por um instante
infinito
Tudo se enche de luz e vida
Aquém do futuro , que eu havia esperado
Debruei-me incólume
À profundeza de teu peito
senti
Tua alma liquida
Carmesim
Correndo
Inundando-te de calor , aqui agora
Nús sobre a aurora.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


ALÉIA

Grósos novelos
De aço mutante
Arrebitam-se sobre
A agua calma
Que corre ,nestes tempos
Sob a ponte
Que dele se forma
Sentamo-nos nas linhas vermelhas
Pares de pés descalços
Sobre o despido rio
Que corre análogo a metrópole
frenética
E o brocado claro de tuas mãos com as minhas.



INICIO
Cobriu-se o céu
De uma gaze fina ,dourada
E o chão poento da menina dos olhos
Encheu-se de lágrimas por tudo
Que um dia
Houve ,haveria ,fosse
E o resto me escapa
Foge ao controle
Atarantado
Laico em meu pequeno alforje.
PEDAÇOS
Pequenos pedaços
Esparsos
Das muitas gotas que caem
Escorrem
Pelos cantos da boca
No humor fundo do teu olho
Vervente turbulência
autônoma
Que vai, levando sonhos
trazendo esperanças
Sem nenhum costume
Apenas panquecas que enchem a boca
Frivolidades nuas na face do teu rosto
Esvaem-se minhas incertezas .

Ver


Me deixe ver
Os olhos famintos
Deixei em casa os óculos e
Os dogmas
Cada dia parece ter a eternidade desta manha
A relva doce
De um tempo sem noite
Sem dia
Em teus olhos famintos de saber
Toda verdade transparente de não saber
Da breve finitude .