sábado, 9 de outubro de 2010

Soneto Simples

Teu riso
Me verve as faces
Que veementes
Alegran-se

Com olhos e corpos
Voláteis e cantantes
Interceptam-se os dedos
Perto e longe.

Jacintos longos e teus cabelos
Disco de luz
Que te livra da vida

Meu eco se doa
E teu narco apático
Noite translúcida e vã



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Wo ai ni
Potumas as tempestades
Chuvinhentas e tenebrosas, do contrario
Nao a luz
Mais apetecivel parece aprofundar-me
No abismo escuro de teus ombros
Deixar-me envolver,laxivo,por tuas mãos
Sentir teu cheiro e adormecer
Na profundeza de teu peito

Acordar sob alvos teus lençóis
Fazer-te café ao acordar
Molhar meus lhos de tua beleza
De teu cabelo , teus olhos
Cingir teus lábios com meus beijos
Longos paraísos da eternidade.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

chuva



Gotículas vazias que caem
Da alma.
Fluem para dentro,sufocando
Em mim as pequenas aléias,
Lúgubres
Tortuosas que levam a nenhures.

Todos os caminhos que trazem
Deixam o vazio,do nada,da dor e da falta
Que quando reluz
Na manha.
Teu rosto se divide
Em pequenos pedaços, que caem
Saltitantes e alegres para todos os lados
Súbitos de mim
Dum amor vervente para tudo o que vive.